Nos últimos anos dei uma ajudinha nas teses de alguns dos meus amigos – coisa pouca, que normalmente se ficava pela ajuda informática e que dava direito a um exemplar com uma dedicatória ou um agradecimento no texto. Mas era o trabalho dos outros, a sua investigação, e eu era apenas o sidekick, o amigo que dava uma ajudinha.
Ainda antes de me inscrever no mestrado já sabia que um dia chegaria a minha vez e no boletim de candidatura, à pergunta sobre qual o tema/área da parte curricular que gostava de trabalhar não tive dúvidas em responder “materiais e recursos para e-learning”. Agora, no segundo semestre, a realidade (como costuma acontecer) bateu à porta. A u.c. de metodologias de investigação em contexto online está aí a preparar-nos para o trabalho final. Portanto, lá fui eu buscar à estante alguns livros que tinha comprado: Como se faz uma tese em ciências humanas, de Humberto Eco; Research Methods in Education, de Louis Cohen, Lawrence Manion e Keith Morrison; Case Study Research: Design and Methods, de Robert K. Yin e Writing Up Qualitative Research de Harry F. Wolcott. Já os tinha começado a ler nas férias com uma calma algo displicente mas agora teve de ser mais a sério e tive de começar a guerra com as metodologias, os paradigmas, a epistemologia e o resto das coisas que vêm por acréscimo quando nos preparamos para a tese.


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